Amar por Dois, o livro que nasceu de uma história real de amor, dor e superação

Amar por Dois, o livro que nasceu de uma história real de amor, dor e superação

Hoje é o dia.

O lançamento de Amar por Dois acontece e, com ele, um regresso que não é apenas físico, mas também emocional.

Não escrevo uma crónica há algum tempo. Não por ausência de vontade, mas porque a vida, por vezes, exige silêncio antes de permitir palavras. Nos últimos tempos, aconteceram coisas que me levaram a um nível de exaustão difícil de descrever. Um cansaço que não se mede apenas no corpo, mas que se instala na mente, na lucidez, na forma como pensamos e sentimos.

Escrevi, sim. Mas escrevi para mim. No meu diário pessoal. Em páginas que não são públicas, onde cabem verdades que ainda não estão prontas para serem expostas. Há vivências que precisam primeiro de ser compreendidas antes de serem partilhadas.

No último fim de semana, fiz algo que, hoje, reconheço como uma das maiores provas de amor que alguma vez fui capaz de dar. Não um amor leve, não um amor romântico, mas um amor que exige ação, entrega e, acima de tudo, resistência emocional. Foi exigente. Foi duro. E deixou marcas.

Regressei com o corpo cansado, mas foi a mente que mais sentiu. Há quase uma semana que procuro recuperar. Aos poucos. Com pausas. Com silêncio. Com tentativas de voltar a mim.

Mas não me esqueci.

Não me esqueci de quem está desse lado. Não me esqueci desta página, deste espaço que construí com intenção, nem de tudo aquilo que ainda quero partilhar convosco. Continuo aqui. Mesmo quando não escrevo, continuo aqui.

Hoje, volto com um propósito claro.

Vou falar do Miguel e da Leonor.
Vou contar de onde nasceu esta história.
Vou falar das tantas “Leonores” que existem, mulheres reais, com histórias reais, com silêncios que reconheci e que me reconheceram.

Porque Amar por Dois não é apenas um livro. É um espelho. Um ponto de encontro entre aquilo que fomos, aquilo que permitimos e aquilo que, finalmente, aprendemos a deixar ir.

Nos bastidores, continuo também a preparar este espaço para vocês. A escolher, com cuidado, produtos que acrescentem algo, não apenas coisas bonitas, mas coisas com significado. E, para quem sente esse chamamento, existem também caminhos mais profundos: o curso de escrita criativa, o curso de como escrever o teu livro. Porque escrever pode ser mais do que criar, pode ser reconstruir.

Quanto à viagem… foi à Finlândia.

Uma viagem que, talvez, não volte a repetir da mesma forma. Não por falta de coragem, mas por consciência. A vida tem uma forma curiosa de nos colocar exatamente onde precisamos de estar — mesmo quando não percebemos no momento. Há aprendizagens que chegam tarde. Outras chegam depois de já termos sido confrontados vezes suficientes com a mesma realidade.

O ser humano tem uma capacidade subtil de influenciar, de moldar, de conduzir. E, por vezes, cedemos. Eu cedi. Hoje reconheço isso com clareza, ainda que essa clareza tenha chegado depois do impacto.

Mas foi o que tinha de ser.

E é assim que a vida se constrói: entre decisões, consequências e consciência.

Hoje, estou de regresso. Ainda a recompor. Ainda a reorganizar. Mas presente.

Se estiveres por perto, terei muito gosto em conhecer-te.
Se me lês em silêncio, continuo a escrever também para ti.

Na próxima semana, estarei mais ativa por aqui.
Este espaço volta a ganhar voz, com tempo, com intenção, com verdade.

Se quiseres, podes escrever-me.
O e-mail está disponível. Eu leio. Eu respondo.

Obrigada por continuares desse lado.

Um beijinho,
Susana Duarte

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