O Rafael voltou sem ruído.
Não entrou.
Apareceu.
Primeiro em minutos roubados ao tempo.
Depois em horas que já não pediam explicação.
Depois em dias que ficaram.
Não voltou para corrigir o passado.
Não voltou para prometer o futuro.
Voltou para estar.
A Carolina precisava dele.
E eu também.
Não como salvação,
mas como presença possível.
Do reencontro nasceu o Pedro.
Não como milagre,
mas como consequência.
Não foi um conto de fadas.
Foi escolha.
Foi tentativa.
Foi vida real.
E às vezes —
a vida real,
quando não mente,
é mais bonita do que qualquer conto.