CAROLINA, A MINHA CASA EM FORMA DE GENTE 2002 PARA SEMPRE

CAROLINA, A MINHA CASA EM FORMA DE GENTE 2002 PARA SEMPRE

A Carolina cresceu comigo e apesar de mim.
Cresceu no meio do que faltava, do que doía, do que eu ainda não sabia fazer melhor.

Viu-me cair mais vezes do que seria justo para uma criança ver.
Viu-me tentar, falhar, recomeçar.
Viu-me cansada, com medo, mas sempre de pé — mesmo quando tudo em mim queria parar.

Nunca teve uma vida fácil.
Nunca teve um caminho perfeito.
Teve verdade.
Teve presença.
Teve uma mãe a aprender ao mesmo tempo que ela crescia.

Hoje, vejo-a seguir o seu sonho com uma coragem que me comove.
E percebo isto, com uma clareza quase dolorosa:
tudo o que falhou em mim encontrou nela um lugar seguro para florescer.

A Carolina é isso.
A prova viva de que nem tudo o que é quebrado se perde.
Algumas coisas transformam-se em casa.

E eu moro nela.